sexta-feira, 27 de setembro de 2019

É Preciso a Chuva para Florir

                                 É preciso a chuva para florir.
Para termos e apreciarmos a beleza e as alegrias da vida, geralmente precisamos suportar aquilo que não gostamos ou que nos incomoda de alguma maneira.
Para saborear o fruto do cacto, o "figo da Índia", por exemplo; precisamos retirar os espinhos da sua polpa antes de degustar a sua maciez e doçura.
A grande porção das belezas da natureza está protegida por "espinhos" e não é por "maldade" Divina, é para irmos devagar com nossas mãos, assim como nossas atitudes. É preciso ir com cuidado.
Para usufruir do estado de amar precisamos suportar os percalços, as pessoas desagradáveis ao nosso redor e que às vezes nos incomodam e nos aborrecem. Precisamos ser tolerantes.
Existem pessoas muito inteligentes, que por conta do vasto conhecimento são intolerantes com aqueles que ainda não alcançaram o seu “nível” de informações.
O mundo pede calma e o planeta agradece a paz.
Ninguém é perfeito, totalmente mau ou totalmente bom.
“De perto ninguém é normal”, já cantava Caetano Veloso nos velhos tempos de outrora...
Na vida precisamos ir com cuidado em tudo, em todas as situações.
Precisamos conviver com elegância e educação, isso não é ser falso ou hipócrita. É um treino para se melhorar como pessoa. Estaremos perfeitos quando se tornar natural amar só por amar, sermos bons só por sermos bons de verdade...
Temos a eternidade para viver e apreciar a vida, mas somos ansiosos e queremos tudo para ontem, e a maioria das vezes quando conseguimos, assim como os fogos de artifício, que duram segundos, tudo se esvai rapidamente e logo depois, já teremos de volta a ansiedade por outras coisas, também urgentemente ansiadas.
Precisamos parar o trem da ansiedade antes que descarrile e tudo se desmorone.
Precisamos parar para olhar a chuva cair, o sol sair, se pôr, e a noite voltar de mansinho para nos adormecer.
Ao contrário do que se pode pensar temos tempo para tudo o que viemos fazer na terra, no propósito Divino, destino, ou seja lá como chame o sentido da vida.
O problema é que a maioria de nós não sabe administrar esse tempo de forma a ter um resultado satisfatório.
Deixamos para amanhã, para depois e quase sempre priorizamos os afazeres prazerosos e deixamos para depois as obrigações desagradáveis, como se autoconhecer e ter como objetivo de vida, evoluir.
Pelo menos tomar consciência e aceitar o que não pode ser mudado, é um grande passo para acomodar a mente ansiosa e a alma e ainda se alegrar com a chuva que vai fazer brotar a semente e nascer a flor;
Tudo no seu tempo.