segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Saudade ou Saldade?

                                 Saudade ou Saldade?
Já disse alguém um dia que a saudade é a presença de uma ausência, que saudade é o amor que fica, que saudade é a palavra que chora...
Já se disseram muita coisa e ainda se continua tentando explicar o que não tem explicação, o inexplicável. 
Saudade não se explica, se sente e ponto final.
Fala-se muito em saudade, de saudade, deste sentimento estranho, quase banalizado em prosa e verso, que toma conta da gente quando alguma coisa que nos remete ao passado dispara um gatilho no nosso cérebro e aperta o coração fazendo transbordar muitas vezes os nossos olhos encharcando-os de lembranças.
Uma vez disparado esse gatilho da memória ele demora a se recolher novamente. Enquanto isso, vamos recolhendo pouco a pouco na gaveta das recordações, vagarosamente, as peças únicas e insubstituíveis, de lembranças doces ou não, que tememos que se apaguem com o tempo.
Muitas coisas ou situações podem acionar esse gatilho; um cheiro, uma música, uma conversa, uma forma de dizer as coisas, uma gargalhada que ficou ressoando pelo espaço, conversas de família recheadas de lembranças, das preferências,  de atitudes e posturas que formavam seu caráter.
É uma situação estranha; um paradoxo;
A ausência de uma pessoa amada é totalmente preenchida pela lembrança que nos causa um vazio impreenchível no coração.
Outro dia vi uma tatuagem com a palavra SALDADE e apesar do impacto gramatical que nos cause, achei pertinente escrever SAUDADE desta forma, com sal, o sal das lágrimas que derramamos por nossos amores. Realmente achei muito pertinente, fica aqui a sugestão para os dicionaristas de plantão.
Saldade é bem mais condizente com o sentimento, talvez esteja ai o motivo da dificuldade de definição da palavra para esse sentimento.
Hoje é dia 26, dia de Saldade do meu amor de número três que não posso abraçar mais, mas posso dizer que não te esquecerei jamais, Beto, meu amor eterno.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Porquê?

                                               Por quê?
Sempre me indago e ouço outras pessoas também se perguntarem por que Deus não nos fez prontos?
Por que temos que ir aprendendo com tanto sofrimento, nos aperfeiçoando tão lentamente, evoluindo aos trancos e barrancos?
Bom, é preciso saber que nada na natureza não dá saltos, por que no nosso caso, do ser humano, deveríamos; se fazemos parte do Todo?
Temos princípio e fim. Nascemos como centelha Divina, e como não somos Deus, provavelmente teremos um fim, que não saberemos qual e nem como, pelo menos por hora.
Enquanto isso, vamos evoluindo do átomo ao arcanjo, até onde se sabe.
Mas a pergunta se repete, por que não nascemos prontos? Dai depois de dias matutando cheguei a conclusão que na verdade fomos feitos prontos sim!!!! A centelha Divina, que somos nós, Criação Divina, somos completos e estamos desde o início, prontos e completos, pois tudo na Criação percorre o caminho da complementação da Evolução contínua. Veja a semente, ela tem o potencial para ser uma árvore completa e É! Porém para se transformar na árvore ela precisa passar por todas as etapas desde a germinação. Para ser Flor o botão vai se abrindo de forma invisível aos olhos, abrindo vagarosamente suas pétalas até que esteja totalmente aberta e assim tudo o que há no mundo, já está pronto, apenas precisa estar para ser.
A cada etapa adquirimos novas experiências de ser e estar que proporciona o aprimoramento do espírito como vida em evolução.
Nada acontece do NADA. Há um princípio Evolutivo que vai do átomo ao Arcanjo como disse acima...

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Despedidas e Saudade

                                              Despedidas e Saudade
Hoje queiramos ou não, por força de um feriado religioso e comercial, abrimos o nosso álbum de lembranças amarelecidas pelo tempo, ou não ainda, como fotos do passado em que as imagens dos nossos amores já não são tão nítidas e nem mais reconhecemos alguns detalhes que até à pouco eram tão vivos na memória.
Queiramos ou não o coração aperta mais um pouco nestes dias de finados. Muitas vezes as lágrimas voltam a rolar sobre a nossa pele, que também por força do tempo vai murchando como as flores que oferecemos e depois de algumas horas de recordações passamos (devemos) lembrar das horas engraçadas e divertidas, daqueles trejeitos e das piadas que nos faziam rir. Daquele cheiro bom, do perfume, do beijo, dos abraços, daquela roupa que lhe caia bem, do cabelo que gostava de usar... das mãos, dos ombros e da pele.
Queiramos ou não, nestes dias de saudade, um perfil, um trejeito no falar ou no sorrir de algum desconhecido distraído, nos trás de volta por alguns segundos, apenas alguns segundos, uma grata lembrança que se dissipa como uma bolha enorme,  linda e colorida de sabão...
Lembramos das gerações anteriores, do que fizeram e do que faziam para nós e por nós, e somos gratos por ter aprendido tantas coisas com eles e com seus exemplos; pelos afagos, carinhos e mimos, e por que não, pelas broncas educativas?
Lembramos nesses dias também daqueles que de uma forma ou de outra passaram pela nossa vida, amigos e parentes amigos, pessoas inesquecíveis que tivemos o privilégio de conviver e aprender com eles que ficarão eternamente no nosso coração, na gavetinha das lembranças queridas.
Se somos o que somos, devemos à eles, aos nossos antepassados e aos nossos amigos queridos.
Se somos o que somos devemos àqueles que deixaremos quando chegar nossa vez de partir para a Espiritualidade. Levaremos conosco tudo de bom que aprendemos e recolhemos com amor de verdade à nós conferido.
Tudo volta nos dias dos Finados...♥☼