Saudade ou Saldade?
Já disse alguém um dia que a saudade é a presença de
uma ausência, que saudade é o amor que fica, que saudade é a palavra que chora...
Já se disseram muita coisa e ainda se continua tentando
explicar o que não tem explicação, o inexplicável.
Saudade não se explica, se
sente e ponto final.
Fala-se muito em saudade, de saudade, deste sentimento
estranho, quase banalizado em prosa e verso, que toma conta da gente quando
alguma coisa que nos remete ao passado dispara um gatilho no nosso cérebro e
aperta o coração fazendo transbordar muitas vezes os nossos olhos
encharcando-os de lembranças.
Uma vez disparado esse gatilho da memória ele demora a
se recolher novamente. Enquanto isso, vamos recolhendo pouco a pouco na
gaveta das recordações, vagarosamente, as peças únicas e insubstituíveis, de
lembranças doces ou não, que tememos que se apaguem com o tempo.
Muitas coisas ou situações podem acionar esse gatilho; um
cheiro, uma música, uma conversa, uma forma de dizer as coisas, uma gargalhada
que ficou ressoando pelo espaço, conversas de família recheadas de lembranças,
das preferências, de atitudes e posturas
que formavam seu caráter.
É uma situação estranha; um paradoxo;
A ausência de uma pessoa amada é totalmente preenchida pela
lembrança que nos causa um vazio impreenchível no coração.
Outro dia vi uma tatuagem com a palavra SALDADE e
apesar do impacto gramatical que nos cause, achei pertinente escrever SAUDADE
desta forma, com sal, o sal das lágrimas que derramamos por nossos amores. Realmente
achei muito pertinente, fica aqui a sugestão para os dicionaristas de plantão.
Saldade é bem mais condizente com o sentimento, talvez
esteja ai o motivo da dificuldade de definição da palavra para esse sentimento.
Hoje é dia 26, dia de Saldade do meu amor de número
três que não posso abraçar mais, mas posso dizer que não te esquecerei jamais, Beto,
meu amor eterno.♥♥



