Hoje queiramos ou não, por força de um feriado
religioso e comercial, abrimos o nosso álbum de lembranças amarelecidas pelo
tempo, ou não ainda, como fotos do passado em que as imagens dos nossos amores
já não são tão nítidas e nem mais reconhecemos alguns detalhes que até à pouco
eram tão vivos na memória.
Queiramos ou não o coração aperta mais um pouco nestes
dias de finados. Muitas vezes as lágrimas voltam a rolar sobre a nossa pele,
que também por força do tempo vai murchando como as flores que oferecemos e
depois de algumas horas de recordações passamos (devemos) lembrar das horas
engraçadas e divertidas, daqueles trejeitos e das piadas que nos faziam rir.
Daquele cheiro bom, do perfume, do beijo, dos abraços, daquela roupa que lhe
caia bem, do cabelo que gostava de usar... das mãos, dos ombros e da pele.
Queiramos ou não, nestes dias de saudade, um perfil, um
trejeito no falar ou no sorrir de algum desconhecido distraído, nos trás de
volta por alguns segundos, apenas alguns segundos, uma grata lembrança que se dissipa
como uma bolha enorme, linda e colorida
de sabão...
Lembramos das gerações anteriores, do que fizeram e do
que faziam para nós e por nós, e somos gratos por ter aprendido tantas coisas
com eles e com seus exemplos; pelos afagos, carinhos e mimos, e por que não,
pelas broncas educativas?
Lembramos nesses dias também daqueles que de uma forma
ou de outra passaram pela nossa vida, amigos e parentes amigos, pessoas
inesquecíveis que tivemos o privilégio de conviver e aprender com eles que
ficarão eternamente no nosso coração, na gavetinha das lembranças queridas.
Se somos o que somos, devemos à eles, aos nossos
antepassados e aos nossos amigos queridos.
Se somos o que somos devemos àqueles que deixaremos
quando chegar nossa vez de partir para a Espiritualidade. Levaremos conosco
tudo de bom que aprendemos e recolhemos com amor de verdade à nós conferido.
Tudo volta nos dias dos Finados...♥♥☼


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